O Fluminense surpreendeu a todos na tarde desta sexta-feira ao anunciar que o técnico Muricy Ramalho não será liberado para comandar a seleção brasileira. Famoso por cumprir seus contratos até o fim, o treinador manteve sua palavra com o Tricolor carioca, cujo contrato está apalavrado até o final de 2012.
"O contrato dele não tem nenhuma cláusula de seleção brasileira. O contrato dele no Fluminense é até 31 de dezembro e o restante é verbal. O relacionamento do Muricy com o clube é o melhor possível. Nós não liberamos o Muricy, mas não batemos o pé. A decisão ele conversou com o presidente da CBF e disse que tinha encerrado", afirmou o diretor de futebol, Alcides Antunes.
Segundo revelou o cartola, Muricy Ramalho foi convidado para dirigir o Brasil na manhã desta sexta-feira, em um encontro realizado com Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e Rodrigo Paiva, diretor de comunicação, e só disse que aceitaria o cargo caso o Fluminense aceitasse libera-lo, o que não ocorreu.
"Nós não comunicamos nada ao presidente da CBF pelo mesmo motivo que ele não avisou nada ao tomar o café da manhã com o Muricy. A CBF o chamou para conversar e eles poderiam ter ligado e nós iríamos dizer que não tínhamos interesse nenhum da saída do Fluminense. Não vamos dizer que é totalmente ético da parte deles, mas não vamos reprimir", alfinetou Antunes.
Já Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinador do Tricolor carioca, afirmou que a decisão de Muricy Ramalho de manter o contrato com o Flu independe de questões salariais.
"Eu não sei o nível de remuneração da CBF eu sei o que fazemos aqui. Nem acho que a questão de valores. O Muricy tinha este contrato, nós conversamos com o representante do jogador e foi dito que o Muricy conversou com eles (CBF) e que se o Fluminense fosse favorável a manutenção do contrato ele cumpriria", sacramentou Barros.
O clube das Laranjeiras não está alinhado com a Confederação Brasileira de Futebol: recentemente o clube carioca votou em Fábio Koff na eleição do Clube Dos 13 e não no candidato defendido pela entidade máxima do futebol brasileiro, Kléber Leite.