Ruas sem asfalto, grande concentração de poeira no ar, esgotos a céu aberto e temperaturas próximas de 40ºC, estão inchando a saúde pública e levando milhares de pessoas a procurar as unidades de saúde em busca de atendimento médico.
No início deste mês foi registrada uma queda de temperatura recorde nos últimos cem anos na região.
Segundo informações obtidas no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), há registrado de vários óbitos nos últimos dias, ocasionadas com a chegada da estiagem e suas variações bruscas de temperatura.
Erik Tames, médico cirurgião do Samu explica que a baixa hidratação principalmente em crianças e idosos tem gerado vários atendimentos médicos por parte do serviço na Capital.
Trabalhadores braçais mal hidratados sofrem de câimbras, desmaios, sonolência e falta de ar podendo levar a morte.
Pessoas com doenças pulmonares, idosos e alcoólatras mal hidratados por falta de acompanhamento de responsáveis são vítimas em potencial devida a má hidratação.
Estiagem
A falta de chuva na região propicia asmas, infecções de vias aéreas, renite e quadro alérgicos. “Alguns dos sintomas de fácil percepção dos indivíduos em início de desidratação podem ser observados a partir da mucosa das narinas ressecadas, saliva espessa e urina de cor escura”, enfatiza o médico cirurgião.
Uma pessoa para estar totalmente hidratada deve consumir de 2 a 4 litros de água por dia, podendo substituí-la por sucos naturais. Erike Tames alerta para um cuidado, com o excesso no consumo de bebidas alcoólicas, que ao invés de hidratar age como diurético diminuindo a quantidade de água do corpo.